‘Green steel’ built on disappearing water and stolen land: Civil society calls for Aperam expansion to be halted

21 September 2026

Português abaixo

New report documents decades of land dispossession, water depletion, Cerrado destruction and conflict as Aperam receives €250 million financing package

21 September, 2026 — A new, in-depth investigation published today exposes the devastating social and environmental costs of Aperam BioEnergia’s monoculture eucalyptus plantations in Minas Gerais, Brazil, which it uses to produce charcoal, biochar and “green steel”. The co-authors of the investigation have issued an urgent call for all investment in the company to be halted.

The report, Dry Streams in an Ocean of Eucalyptus: Aperam BioEnergia’s Green Steel and Carbon Removal Illusion, based on extensive field research and interviews with traditional and Quilombola communities and public officials, reveals that Aperam’s business model—promoted as a climate and sustainability solution—has been imposed through large-scale deforestation, leading to the loss of biodiversity and the depletion of water resources in the Jequitinhonha Valley. The report documents a drastic drop in water tables, drying of springs and rivers and the collapse of traditional agricultural and pastoral livelihoods.

Local communities recount decades of land dispossession, intimidation and health risks linked to pesticide use and air pollution from Aperam’s operations. Many now face food insecurity, economic hardship and a worrying increase in health problems, including cancer. The investigation also highlights the severe shortcomings of voluntary certification schemes and international financiers, such as the International Finance Corporation (IFC), whose recent €250-million financing package is enabling Aperam’s continued expansion despite clear evidence of harm.

“Aperam’s operations are being presented as part of the green transition, but what is being ‘greened’ is a polluting, extractive industrial model.” said Jana Uemura, coordinator of the Global Forest Coalition’s Climate Justice and Forests Campaign and the Biomass Action Network’s Latin America Working Group. “Eucalyptus plantations, charcoal and biochar are being sold as climate solutions, backed by international finance and carbon markets, while communities and ecosystems bear the costs.”

The investigation’s key demand is unequivocal: all financial support, investment and sourcing relationships with Aperam must be suspended immediately. The report calls on the IFC, World Bank Group and all other financiers to cancel contractual arrangements and commit to no future support for Aperam. Certification schemes such as the Forest Stewardship Council (FSC) and Puro.earth are urged to suspend Aperam’s certifications pending full investigations of community complaints.

“Justice for affected communities and the protection of the Cerrado’s unique biodiversity must take precedence over corporate profit and greenwashing,” the report concludes. It calls for a redirection of investment toward community-led restoration, agroecology and water security initiatives in the Jequitinhonha Valley, and a transition away from all carbon fuel-based energy.

The full report, published by the Global Forest Coalition with support from Biofuelwatch, the EPN’s Biomass Action Network and the Hands Off Mother Earth (HOME) Alliance, is available in English and Portuguese.

Media Contacts: 

Jana Uemera (Eng/Por): jana.uemura@globalforestcoalition.org

Ismail Wolff (Eng): ismail.wolff@globalforestcoalition.org

About the Investigation: This report centers the experiences and demands of the Jequitinhonha Valley’s traditional and Quilombola communities. It exposes the urgent need for a paradigm shift in climate and development finance, away from harmful monocultures and false climate solutions, and toward justice, community rights and ecological restoration.


“Aço verde” construído sobre secas e terras roubadas: sociedade civil pede a suspensão da expansão da Aperam

Novo relatório documenta décadas de expropriação de terras, esgotamento hídrico, destruição do Cerrado e conflitos, enquanto a Aperam recebe um pacote de financiamento de € 250 milhões

21 de setembro de 2026 — Uma nova pesquisa aprofundada, publicada hoje, expõe os custos sociais e ambientais devastadores das plantações de eucalipto em monocultura da Aperam BioEnergia em Minas Gerais, Brasil, utilizadas para produzir carvão vegetal, biochar e “aço verde”. Os coautores da investigação fizeram um apelo urgente para que todo investimento na empresa seja interrompido.

O relatório, intitulado Córregos secos em um oceano de eucalipto: Aço verde e a ilusão da remoção de carbono da Aperam BioEnergia, baseia-se em extensa pesquisa de campo e entrevistas com integrantes de comunidades tradicionais e quilombolas e representantes do poder público. O documento revela que o modelo de negócios da Aperam — promovido como uma solução climática e de sustentabilidade — foi imposto por meio de desmatamento em larga escala, levando à perda de biodiversidade e ao esgotamento dos recursos hídricos no Vale do Jequitinhonha. O relatório documenta uma queda drástica nos níveis do lençol freático, a secagem de nascentes e rios e o colapso dos meios de subsistência tradicionais ligados à agricultura e à pecuária tradicionais.

Comunidades locais relatam décadas de expropriação de terras, intimidação e riscos à saúde, especialmente de mulheres e crianças, associados ao uso de agrotóxicos e à poluição do ar decorrente das operações da Aperam. Muitas pessoas agora enfrentam insegurança alimentar, dificuldades econômicas e um aumento preocupante de problemas de saúde, incluindo casos de câncer. A investigação também destaca as graves falhas dos sistemas de certificação voluntária e dos financiadores internacionais, como a International Finance Corporation (IFC), cujo recente pacote de financiamento de € 250 milhões está viabilizando a continuidade da expansão da Aperam, apesar de evidências claras de danos.

“As operações da Aperam estão sendo apresentadas como parte da transição verde, mas o que está sendo ‘pintado de verde’ é um modelo industrial poluente e extrativista”, disse Janaina Uemura, coordenadora da campanha de Justiça Climática e Florestas da GFC e do Grupo de Trabalho Latinoamericano e do Caribe da Rede de Ação Contra a Biomassa Industrial. “Plantações de eucalipto, carvão vegetal e biochar estão sendo vendidos como soluções climáticas, sustentados pelo financiamento internacional e pelos mercados de carbono, enquanto comunidades e ecossistemas arcam com os custos.”

A principal exigência da investigação é inequívoca: todo apoio financeiro, bem como todos os investimentos e as relações de fornecimento com a Aperam devem ser suspensos imediatamente. O relatório insta a IFC, o Grupo Banco Mundial e todos os demais financiadores a encerrarem seus vínculos contratuais e a se comprometerem a não oferecer apoio futuro à Aperam. Sistemas de certificação, como o Forest Stewardship Council (FSC) e a Puro.earth, são instados a suspender as certificações da Aperam até que as denúncias das comunidades sejam plenamente investigadas.

“A justiça para as comunidades afetadas e a proteção da biodiversidade única do Cerrado devem prevalecer sobre o lucro corporativo e o greenwashing“, conclui o relatório. O documento defende o redirecionamento de investimentos para iniciativas de restauração lideradas pelas comunidades, de agroecologia e de segurança hídrica no Vale do Jequitinhonha, bem como para uma transição para abandonar todas as fontes de energia baseadas em combustíveis de carbono.

O relatório completo, publicado pela Global Forest Coalition com o apoio da Rede de Ação contra a Biomassa (da EPN), da Biofuelwatch e da aliança Hands Off Mother Earth (HOME), está disponível em inglês e português.

Contatos para a imprensa:

Sobre a investigação: Este relatório coloca no centro as experiências e reivindicações das comunidades tradicionais e quilombolas do Vale do Jequitinhonha. Expõe a necessidade urgente de uma mudança de paradigma no financiamento climático e para o desenvolvimento, afastando-se de monoculturas prejudiciais e falsas soluções climáticas e voltando-se para a justiça, os direitos das comunidades e a restauração ecológica

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